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"A tua palavra é lâmpada que ilumina meus passos e luz que clareia o meu caminho" Ps 119:105

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Circuncisão: qual é a questão?

  • Writer: ledyanne silva
    ledyanne silva
  • 2 days ago
  • 2 min read


Quando Deus estabeleceu sua aliança com Abraão, ele instruiu a ele e a todos os homens de sua casa a se circuncidarem. A circuncisão a partir desse ponto, em Gênesis, tornou-se um sinal da aliança de Deus. Entre muitas regulamentações inscritas na Torá, a Circuncisão, a Guarda do Sábado e as Leis Alimentares eram consideradas marcas delimitadoras que distinguiam o povo de Deus das nações pagãs. Durante o período do segundo templo, em geral, um gentio podia se relacionar com a fé judaica em diferentes níveis; eles podiam ser Simpatizantes, Monoteístas Éticos ou Prosélitos (convertidos).[1] Neste processo de conversão, tornar-se um prosélito exigia a circuncisão, pois a circuncisão para o judeu tinha um grande significado para a sua identidade;[2] era o sinal do seu status pactual. A literatura rabínica também informa que a circuncisão era capaz de lidar com as paixões mundanas.[3] O pensamento geral era que a única maneira de os gentios se tornarem parte do povo de Deus era tornando-se judeus.[4]


Paulo tinha esse mesmo pensamento antes de seu encontro com Jesus, mas após o seu chamado, ele entendeu que os gentios se tornam parte do povo de Deus através da fé em Jesus o Messias; não havia necessidade de se tornar um prosélito. Paulo compreendeu que a igreja de Cristo era diversa e inclusiva, e que a circuncisão "minaria a inclusividade radical do Evangelho".[5] Ele era contra a circuncisão dos gentios porque a "judaização" não era direcionada a eles.[6] Além disso, como podemos ver em Atos 15, durante o concílio de Jerusalém, concluiu-se que os gentios não precisavam se submeter à circuncisão, pois Deus estava derramando o Seu Espírito sobre eles da mesma maneira que fez sobre os judeus.


Os oponentes de Paulo em Gálatas, por exemplo, estavam agindo como "judaizantes", o que se referia a um grupo de ativistas que defendiam as tradições judaicas. Apesar da opinião de alguns estudiosos de que os oponentes eram judeus, existe outra possibilidade de que os oponentes pudessem ser gentios prosélitos.[7] Poderiam ser "pecadores pagãos que erroneamente pensam que a lei é um mecanismo para serem justificados".[8] E, de acordo com Paulo, eles estavam exigindo a circuncisão apenas por medo de perseguição.


[1] Matthew Thiessen, “Jewish Solution to the Gentile Problem,” ensaio, em Paul and the Gentile Problem (New York, NY: Oxford University Press, 2016), 19.

[2] Thiessen, “Jewish”, 25.

[3] Thiessen, “Jewish”, 30.

[4] Matthew Thiessen, “Do you not hear the law?” ensaio, em Paul and the Gentile Problem (New York, NY: Oxford University Press, 2016), 78.

[5] Thiessen, “Jewish”, 42.

[6] Thiessen, “Jewish”, 42.

[7] Thiessen, “Jewish”, 26.

[8] M. W. Elliott et al., “Paul’s former occupation in Ioudaismos” ensaio, em Galatians and Christian Theology: Justification, the Gospel, and Ethics in Paul’s Letter (Grand Rapids, MI: Baker Academic, 2014), 37.


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